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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

1º ATO: “Bem-aventurados os pobres de coração, porque deles é o reino dos céus”.

(Entra em cena a personagem do Semeador de Sonhos e se posiciona em um banco na lateral do cenário. Enquanto entra, toca a música: ABERTURA, que será a música tema do Semeador de Sonhos. A música está disponível para download em nosso skydrive, clique no nome da música para baixar)

Semeador de Sonhos: Bom dia! Sou o Semeador de Sonhos, caminho de cidade em cidade, percorro os mais diversos lugares desta terra recolhendo da experiência do povo as sementes de felicidade que podem ser plantadas em outras terras. Hoje apresento a vocês uma história curiosa, e um tanto engraçada, de um vilarejo lá do sertão que recebeu a visita de um grupo de missionários... acompanhemos com atenção!

(Entra o missionário, ou um grupo deles, em procissão, pelo meio da plateia, enquanto toca a música: MISSIONÁRIOS  . Junta-se a eles todos os demais personagens, habitantes do vilarejo. Em posição de destaque, se possível mais alto que os demais, o missionário começa sua pregação.)

Missionário: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

Povo: Para sempre seja louvado!

Missionário: Viemos aqui atraídos por uma grande notícia! Foi-nos revelado que o Senhor Jesus está neste vilarejo, escondido, vivendo como um morador desse lugar. Precisamos descobrir quem é. Não sabemos se está na pele de homem ou de mulher, de menino ou de jovem. Sabemos apenas uma pista para encontrá-lo: Dizem que por onde ele passa as pessoas se tornam mais felizes! Voltem para as casas de vocês! Mas lembrem: Jesus pode estar morando lá! Encontrem-no!

(Saem de cena os missionários e ficam apenas os habitantes do vilarejo, conversando em alvoroço. Enquanto todos parecem estar conversando, dá-se o diálogo entre Dona Ester e Judite).

Dona Ester: Louvado seja Deus! Tá vendo, abençoada! Bem que eu notei que a gente estava vivendo no céu! Eu escutei quando o Padre Marcelo disse na rádio que o céu é o lugar onde eu quero viver. O Padre Manzotti disse a mesma coisa outro dia, que a família da gente é o lugar onde Deus habita... mas na minha casa ele não tá não, comadre! Meu marido, esse traste, só vive bêbado... isso é coisa do chifrudo! Já rezei tanta novena, mas ele não para de beber, não sei mais o que faça...

Judite: Nem me fale, comadre! É um sacrilégio achar que Seu Pedro é o Senhor Jesus... Mas pode até ser algum de seus filhos né? Olha a Marília, ela é uma menina de ouro!

Dona Ester: Será? Ela até que tem um bom comportamento, é esforçada nos estudos e me ajuda muito em casa, principalmente tomando conta de mamãe, que está com a saúde fraquinha, não sabe?! Emanuel não pode ser... Ele só tem o nome de “Deus Conosco”, mas aquele puxou ao pai... só quer viver na farra, agora. Pedrinho... Ave Maria! Danado do jeito que é... nem arrisco dizer quem ele podia ser!

Judite: Cruz, credo, Ester! Num diz isso do menino não!

(Continuam a conversar, enquanto fala o Semeador de Sonhos)

Semeador de Sonhos: O povoado está em alvoroço! Quem honra ter o próprio Cristo morando na sua casa, como membro de sua família! Mas como vão desvendar esse mistério? Será que a Dona Ester tem razão? Será que não é nenhum dos habitantes da casa dela? Isso eles vão ter que descobrir!

Seu Pedro: Mulher! (grita com Dona Ester)

Dona Ester: Ave Maria, Pedro! Tu não respeita nem os missionários! Já estás bêbado de novo?! Vamos pra casa! Sangue de Cristo tem poder!

Seu Pedro: Eita! Ela agora quer mandar em mim! Vai me fazer passar vergonha aqui é? Vai não, viu?! Mas eu vou pra casa sim, porque eu quero!

Dona Ester: Cala a boca, Pedro! Já sei que lá em casa mesmo, Jesus não está! O missionário disse que as pessoas que passavam por ele são mais felizes... e tu só me traz aperreio, homem! Passa pra casa! Vamos mamãe! Vamos crianças!


(Dona Ester toma Seu Pedro pelo braço e sai arrastando a família para fora da cena enquanto toca a música: VIDA DE VIAJANTE)

7º DIA: Alberto Marvelli


Dom Bosco costumava dizer que todo jovem que adentra uma obra salesiana fora conduzido por N. Sra. Auxiliadora, demonstrando, assim que o amor materno da Mãe de Deus é um dos elementos presentes na educação de toda juventude salesiana.

Assim, ao longo da história, muitos jovens tiveram como fonte de evangelização os Salesianos de Dom Bosco, os quais sempre os motivaram a buscar a santidade, mediante o seguimento de Cristo com uma fórmula bem simples, ensinada por Dom Bosco, a qual foi sintetizada em três palavras: alegria, piedade e estudo. Com isto, alguns jovens conseguiram trilhar os caminhos da santidade, dentre eles, destacamos o jovem ex-aluno salesiano, Alberto Marvelli.

Nascido em 21 de março de 1918, na cidade de Ferrara, Itália, era o segundo de sete irmãos. Passou a frequentar o oratório salesiano, quando sua família se transferiu para Rimini, devido à transferência de seu pai por motivo de trabalho. Naquele tempo, contava com 13 (treze) anos. A disponibilidade era uma de suas virtudes, o que lhe propiciou o título de braço direito dos salesianos daquela localidade, sendo catequista e animador oratoriano.

Adotou como modelos de santidade: São Domingos Sávio e Pedro Jorge Frassari. Era um jovem robusto e de temperamento forte, tendo dentre suas qualidades, o prazer e amor pelos esportes. Em 1936, quando tinha 18 anos, foi eleito presidente da Ação Católica. Naquele mesmo ano, iniciou seus estudos universitários de Engenharia na Universidade de Bolonha. Participava ativamente da Federação dos Universitários Católicos Italianos. Em junho de 1942, concluiu seus estudos e começou a trabalhar na empresa Fiat na cidade de Turim.

Durante a Segunda Guerra Mundial foi um verdadeiro apóstolo entre os refugiados e pobres. Após o fim da referida guerra, com a entrada dos aliados em Rimini, foi nomeado engenheiro responsável pela Engenharia Civil do Secretariado da Habitação e Reconstrução. Seu slogan era: “Os pobres passem à frente, os outros podem esperar”.

Era cidadão comprometido politicamente, havendo aceito participar das eleições nas listas da Democracia Cristã. Tinha como pilares de sua vida cristã, a Eucaristia e a devoção a Nossa Senhora. Tendo como hábito a frequência diária a Eucaristia.

O seu retorno ao Pai Eterno se deu no dia 5 de outubro de 1946, após atropelamento por um caminhão militar. Tinha 28 (vinte e oito) anos. Assim, concluía-se a vida terrena deste jovem ex-aluno salesiano, cujo alcançou em sua jornada aquilo que Dom Bosco pedia a seus jovens: tornara-se um “bom cristão e honesto cidadão” com um coração salesiano. Ficou conhecido como o “Engenheiro da Caridade”. Seu lema foi: “Ou viver subindo, ou morrer”.

6º DIA: Madalena Morano

No ano de 1857 aconteceram três fatos muito importantes na vida de Madalena Morano, dos quais ela se recordou durante toda a vida e, talvez, esses fatos marcaram sua vocação e sua maneira de trabalhar em prol dos mais necessitados.

Primeiramente, após a morte de seu pai e sua irmã, Madalena teve de ajudar a mãe nos afazeres da tecelagem. Todo fim de mês elas iam até a cidade para entregar as encomendas aos fregueses e, ao mesmo tempo, comprar mais materiais para que pudessem continuar seus trabalhos. No fim do mês de março, enquanto voltavam da cidade, foram surpreendidas por dois bandidos que roubaram as sacolas de sua mãe. Madalena então rogou a São José para que nada de mal acontecesse com sua mãe. Foi então que surgiu um robusto homem, trajado com roupas de carpinteiro, que rapidamente espantou os bandidos. Esse homem acompanhou-as até o pequeno vilarejo onde moravam e, quando as duas se voltaram para lhe agradecer tamanha generosidade, ele desapareceu.

Outro fato de grande importância foi a sua Primeira Comunhão. Alguns dias depois do assalto e, segundo Madalena, a “aparição de São José”, exatamente no dia 12 de abril, dia da Ressureição do Senhor (Páscoa), a pequena Madalena Morano recebe a sua Primeira Comunhão. Fato muito importante para sua vida, pois foi neste dia que ela disse que seria “toda do Senhor”. Muitas irmãs que conviveram com ela dizem do quanto Madalena dizia da sua primeira comunhão e o quanto ela se alegrava somente em recordar esse acontecimento em sua vida.

Por fim, em outubro deste mesmo ano, Madalena vê uma pessoa que, segundo ela, lhe orientaria por toda a vida. No dia 11 de outubro, os meninos de Dom Bosco terminavam seu passeio de outono pelas vilas de Monferrato, passando pelo vilarejo onde a família Morano residia. A pequena Madalena e seu irmão Pedro subiram em uma árvore para poder ver e ouvir a banda musical dos jovens de Dom Bosco. De cima da árvore ela viu um padre muito alegre e bondoso. Nem pensava que 21 anos mais tarde esse padre seria seu orientador de maneira definitiva.

Madalena Morano consagra-se a Deus como irmã salesiana em 1880, comprometida com votos perpétuos. Dedica toda a sua vida para a expansão das obras salesianas na Sicília. No dia 26 de março de 1908, com 60 anos, Madre Madalena Morano morre em Catânia, após muito sofrer com uma grave doença.